Mamãe falava, passando a mão em meus cabelos:
-Ser poeta não dá futuro, milha filha!
Você foi pra escola para entender que o dinheiro é que move o mundo.
Gandhi era um empresário e todos que participaram da "Marcha para o Sal" eram figurantes contratados por ele.
Mamãe falava com tanta convicção.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Meia volta, volta e meia, dá no mesmo?
Seis horas
resolvo ficar deitada pra sempre
por mais 5 minutos
Agora é que me envolvo
Sono, olhos de chumbo
ZzZzzzzZzzZZzzzzZzzzZZzzzzzzz
Não sei se é miragem
mas vejo o 6 plantar bananeira
Já viu isso?
Gente,
Que susto!
Foi o despertador que resolveu durmir de barriga pra cima.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Dramaticandinho
Talvez nem devesse tomar água
Comer fibras, praticar esportes...
A minha profissão dispensa esses cuidados
Sou uma dramática melancólica
Apática, esnóbe
Pego algo e transformo em ão, íssimo
E por isso
é tamanha a importância da arritmia
da dor forçosamente espontânea
da lágrima-vinda-de-fora
Meu remédio é uma injeção de dramaturgia
Sorria!
Além disso o que resta?
Não precisarei saldar contas no fim do mês
Meus desejos não endividam
Só me enlouquecem
Sento e só
Estou sozinha e faz-se necessário imaginar que não.
Sorria!
E se eu conseguisse viver só?
Seria livre!
Comer fibras, praticar esportes...
A minha profissão dispensa esses cuidados
Sou uma dramática melancólica
Apática, esnóbe
Pego algo e transformo em ão, íssimo
E por isso
é tamanha a importância da arritmia
da dor forçosamente espontânea
da lágrima-vinda-de-fora
Meu remédio é uma injeção de dramaturgia
Sorria!
Além disso o que resta?
Não precisarei saldar contas no fim do mês
Meus desejos não endividam
Só me enlouquecem
Sento e só
Estou sozinha e faz-se necessário imaginar que não.
Sorria!
E se eu conseguisse viver só?
Seria livre!
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Cobiçagem parasitária
Moriçocas me chupam sem pedir licença
e com minhas mãos
amasso-as contra a parede
Elas já não encomodam
Seu corpo virou gosma
Cabou-se a sêde
E meu sangue já não é desejo
é só um entregador comum.
e com minhas mãos
amasso-as contra a parede
Elas já não encomodam
Seu corpo virou gosma
Cabou-se a sêde
E meu sangue já não é desejo
é só um entregador comum.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Desabafo दे uma longa data
Eu falei, falei, gritei, esperneei
Mandei você para PQP
Me senti leve como um papagaio mudo
Eu deitei no chão e senti o frio da cerâmica amenizando meu corpo cálido
Eu disse algo que clareou minha mente como o raspar de um fósforo
Eu quis chorar e não saiu, como alguém com infecção urinária
Eu injetei chocolate como uma transfusão de sangue por carência de amor-próprio
Ouvi música com medo do silêncio tentando fazer minhas veias vibrarem
Meus pés já enjoados com o sobe desce dos que andam sem rumos arderam de raiva, nem liguei, até que minha péle começou a fugir, aí então, de dor, chorei.
Desentupi-me
Foi-se tudo...
Desde a palavra abafada às músicas ensurdecedoras
Foi tudo tão meu, tão eu, rodeado de ti que nem era você
Oblíquo, nem era pessoal, nem era você
Eu coloquei a culpa no mundo, no governo, na falta de ônibus, na falta de pés de amora, no excesso de concreto, no excesso de barulhos, nas milhares de mulheres bonitas, na distância, na frieza, na velocidade do tempo, na iluminação do sol, na ausência da lua cheia.
Quem liga se a fonte é boa ou ruim quando ela nos fornece prazer?
Sou um cachorro! Uma cadela! Um animal Chorão
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Braseilia
Joelhos dobrados
Nádegas na cadeira
Nada na cabeça
a respirar ares ressecados
Brasília as vezes é um banquinho de praça
Queria ver o vento
para fugir dos que me prejudicam
dos que socam o meu nariz
e despropositadamente o deixa sangrento
Vou acampar no lago
enquanto a seca pertuba-me em casa
Por hora,
fico aqui
contemplo
os espaços
sem preocupar-me com inspirações
Uma nuvem negra salvará nossos dias
dará banho nas plantas
água aos animais
carinhosamente cuidará do pulmão
ter-se-á os castigos
horas presas em casa,
as revoltas e gritos
mas ela passa.
Nádegas na cadeira
Nada na cabeça
a respirar ares ressecados
Brasília as vezes é um banquinho de praça
Queria ver o vento
para fugir dos que me prejudicam
dos que socam o meu nariz
e despropositadamente o deixa sangrento
Vou acampar no lago
enquanto a seca pertuba-me em casa
Por hora,
fico aqui
contemplo
os espaços
sem preocupar-me com inspirações
Uma nuvem negra salvará nossos dias
dará banho nas plantas
água aos animais
carinhosamente cuidará do pulmão
ter-se-á os castigos
horas presas em casa,
as revoltas e gritos
mas ela passa.
domingo, 21 de agosto de 2011
O dia que mais tive medo de onça foi quando pensei estar prestes a ser atacada por uma, no meio das matas do nordeste do Goiás, iludida por uma placa que apontava para um possível caminho dourado, mal imaginando a sua falta de cuidados, os caules caídos, o mato fechado e um roncado!!! Antes eu só tinha medo de cobras e aranhas, depois elas não passavam de formiguinhas que podiam me picar. E foi quando eu pensei que viraria manchete de jornal: jovem é encontrada em pedaços na trilha do ouro, entendi a que o tal ouro remetia, será? Por que ouro mesmo não é algo que se anuncie em placas. Mas agora estou tranquila, no meu quarto, escrevendo isso. Não tenho medo nenhum de onça, talvez de alguma aranha das pernas finas, mas onça é só um bichinho peludo e bonitinho.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Um pouco de natureza no meu copo
Por favor, GARÇOM
Pago o preço que for
Tiro um pouco de minha saúde,
tranquilidade, alegria
ou lhe pago em notas de 100?
AH! Vocês não entendem nada de negócios
São todas folhas verdes
Algumas você come, com outras você compra o que comer
mas vocês não sabem o que querem
tem que guardar para o ócio
E eu não quero mais no copo, não
quero 500ml em nenhum recipiente
E não pode ser gelado
Se der para ser no ar, melhor ainda
Me dê também uma poça d'água, por favor
Vai no cheque ou no cartão?
Quando eu regar minhas plantinhas
Direi a elas quem me vendeu,
elas ficarão agradecidas.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Presentes!
O que eu poderia desejar ao apagar as velas? Não sei. Tenho aprendido a ser feliz com esse sentimento de nada, esse vazio cheio de coisas que não são minhas. Tenho aprendido a ser só nos momentos mais tristes, e não apenas quando estava afim de solidão. Cheguei a blasfemar e mandar o Nada para a puta que o pario e me reconciliava com ele nas aulas de yoga, é desgastante, mas era uma esperança de paz. Aliás, acho que o lugar mais fácil de se praticar yoga é na frente de uma folha branca ou de páginas tipo blogs e words, dá um branco enorma na hora de pensar no que escrever que chego a visualizar uma fotografia do que estou vendo, acabei de fazer isso agora. Pois é, o que eu quero? Tantas coisas, mas elas não são de ninguém, por isso não podem ser dadas.
Desculpem-me! Vocês podem me dar forças para eu conquistá-las. Força que encontro em conversas com os amigos, nos bom dia diarios, ligações inesperadas, reconhecendo alguém em lugares estranhos,rs, até quando não vejo ninguém e entendo que é isso.
A vida é tão curta, não quero perder tempo segurando coisas.
domingo, 5 de junho de 2011
Não quero dizer o quanto você me enjoa
Você me deixa zangada
Você me faz sumir
Como fumaça EnQuaDraDa
na sua forma
Não quero te seguir
Mas fico sem caminhos
Acho que estou perdida
Ou tenho medo de me perder
Neste pálido embaraço
Pois você vai embora
e não quero saber se há pegadas
Eu tenho construído uma rua
Com um grande sol e cerejeiras
Por que você leva tudo consigo?
Deixando tchaus gelados
e transtornos frívolos?
Leva o chão e o ar
E eu vomito meus sentimentos
Porque você me deixa enjoada
E Eu construo um outro mundo
Porque você deixou o meu sem graça
quinta-feira, 24 de março de 2011
Procurei no Vão
sabendo que era
mas o que mais
havia de se fazer?
Não procurar?
Como seria uma vida sem busca?
Repare como tem sinais de interrogação
Persegem-me sem cessar
São eterna labuta
Injuriada fico
Reclamo e declino
Um pouco mais de tempo perdido
Gritos no vácuo
Sem explicação, tranquilizo-me
e talvez seja isto
que me agoniza
Mistérios!
Não saber controlar meus sentidos
Também não sei se quero
Por não ter, acabo por querer
mas não é
É o pavor do entendimento!
sabendo que era
mas o que mais
havia de se fazer?
Não procurar?
Como seria uma vida sem busca?
Repare como tem sinais de interrogação
Persegem-me sem cessar
São eterna labuta
Injuriada fico
Reclamo e declino
Um pouco mais de tempo perdido
Gritos no vácuo
Sem explicação, tranquilizo-me
e talvez seja isto
que me agoniza
Mistérios!
Não saber controlar meus sentidos
Também não sei se quero
Por não ter, acabo por querer
mas não é
É o pavor do entendimento!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Uma visão comum para quem está de fora
Era um lugar alegre
Havia bancos, tapete e um quadro
Era estreito e aconchegante
Sentia-me leve e desarrojado
Não tinha luz
mas os vagalumes apareciam no poente
As cigarras chegavam na lua
e começavam o jogo de sedução sinfônico
Comprei lâmpadas
Quebrei paredes
Liguei Queen no último volúme
Mas a solidão foi a mesma
O que mudou?
Apenas alguém deixou o jogo
E causou tamanho estrondo
E foi apenas isso: menos um.
Existem tantos
Mas você causou tamanho estrondo
Os outros são figurantes
É errado pensar num final feliz?
Ou talvez pirar por causa dele,
-Internem a atriz
É o que está no roteiro?
Tudo estava escrito? Não, nunca estiveram
Só queremos acreditar num final feliz.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Vamos sair
em direção a algum lugar
levando apenas expectativas
e um resto de energia
Lá tem onde se recarregar
Lá tem quem queira compartilhar
Lá longe
Na beira do deserto
Qualquer semelhança com os sonhos
é apenas coincidência
eu sei, foi minha experiência
Ficar uns dias sem tomar banho, pegar o sol quente das 11h, não ter opções de rango, carregar 10 kg nas costas e dormir no chão fazem tão bem -de um jeito inexplicável, mas não tentem fazer isso em casa.
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