É medonho de forte o tanto de história cada corpo guarda, mas apesar dele não rachar ou, justamente, PARA ele não rachar, ele se enche de defesas, como se fossem várias blusas de frio que vão deixando nossos movimentos limitados e asfixiando nossa expressão . É preciso se movimentar com toda a intensidade possível, com toda força possível para rasgar essas amarras. No movimento, a gente silencia o que tá fora e vai ouvindo o que o corpo quer dizer e se acolhendo. Encontramos algo bem nosso, uma conexão profunda que nos possibilita achar o que é a gente no meio de tanta "roupa". E assim, devagarzinho, cada vez mais fundo, a gente vai se descobrindo.