quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Braseilia

Joelhos dobrados
Nádegas na cadeira
Nada na cabeça
a respirar ares ressecados

Brasília as vezes é um banquinho de praça

Queria ver o vento
para fugir dos que me prejudicam
dos que socam o meu nariz
e despropositadamente o deixa sangrento

Vou acampar no lago
enquanto a seca pertuba-me em casa

Por hora,
fico aqui
contemplo
os espaços
sem preocupar-me com inspirações

Uma nuvem negra salvará nossos dias
dará banho nas plantas
água aos animais
carinhosamente cuidará do pulmão

ter-se-á os castigos
horas presas em casa,
as revoltas e gritos
mas ela passa.

2 comentários:

  1. Legal, mocinha... Gostei... Gostei mesmo... Bjão...

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  2. Brasília, cada vez mais seca. Cada vez menos de nós mesmos. Também gostei.

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