segunda-feira, 11 de março de 2013

Não tenho muito o que dizer, estou cansada de bater na mesma tecla, precisa-se de muito mais que palavras para mudar essa realidade passiva, dependente, é misturar carinho, atenção e pulso firme. Aí sim! Vem o amadurecimento saudável. Alguém se pergunta qual é a função da religião quando frequenta uma? Parece ser algo tão inato, como se todo mundo tivesse que participar de alguma e decorar o que ela diz para acalmar as dúvidas que vão aparecendo. Como você se ama? Como é amar o próximo como a ti mesmo? Como funciona o livre arbítrio com bilhões de pessoas vivendo juntas?
Hoje eu poderia ser qualquer coisa, só não seria uma prostituta ou um traficante por princípios morais muito arraigados. Realmente não sei o que fazer, ou o que quero fazer. Sinto fome, sono e vontade de ir ao banheiro. Que estado que me encontro! Sinto-me presa e sem respostas, nem sei se queria ser livre e esclarecida, mas sinto uma angustia muito forte por não ter para o que perguntar. Não quero ouvir de humanos, não acredito que tenham a resposta, eles não estavam aqui quando o mundo foi criado, nem quando o primeiro de sua espécie nasceu, muito menos viram quem os fez. Eles pensam, imaginam, viajam igual a mim. Ir à igreja, ao shopping, ao supermercado, ao buteco, na cachoeira: estou sempre dentro de mim, em mim, comigo. Eu sou algo essencial à mim, sem mim, eu não existo. Enxergo o outro dentro de mim. É aí que vem o amar o próximo como a ti mesmo?

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